domingo, 10 de fevereiro de 2013

Livre



Assim como os pássaros nascemos todos com asas e voz.
Somos livres pra voar, livres para cantar.
Mas com o passar do tempo perdemos as penas e algumas escolhas erradas nos fazem perde-las mais cedo que o esperado.
Sendo assim assolados pela tristeza, perdemos também o nosso canto.
Quando percebemos já não os temos mais.
As asas depenadas nos impedem do voo, e sem o som da voz perdemos a comunicação e nos tornamos reclusos e prisioneiros de nós mesmos.
E assim uma vida se esvai.
Dentre tantas vidas no mundo, uma se perdeu.
Pra maioria nada muda, foi apenas um dia a mais e uma pessoa a menos dentre tantas que se vão diariamente e o mundo continua girando, a vida continua seguindo.
Mas pra quem ela foi importante ao olharmos a noite vemos uma estrela a menos no céu, um brilho que foi tirado de nós e embora ele  já estivesse se apagando lentamente, quando o vemos extinto, sentimos um vazio e uma dor que não conseguimos ignorar.
Vemos falar por ai que após a morte esquecemos as coisas ruins e lembramos apenas as coisas boas, santificamos este que se vai. Mas agora entendo que é porque independente de tudo que foi feito a positividade sempre sobressai, pois queremos lembrar apenas do que fez bem, dos momentos felizes, das piadas contadas, do sorriso deixado, as ironias e conversas, do abraço e do olhar aquele último olhar remanescente de vida...
E aqui deixo meu adeus, um adeus triste e cabisbaixo, um que eu preferia não ter de dar. Mas é preciso, Então peço ao tempo um tempo pra que nos cure e que ele não leve as memórias dos momentos dessa história. Pois você se foi, mas eu manterei suas lembranças e assim te manterei vivo dentro de mim e espero que agora você tenha retomado suas asas e seu canto e onde quer que esteja volte a brilhar e que enfim possa ser o que sempre quis.

Ser livre.
Esteja com Deus, pois sempre estará conosco, dentro dos nossos corações.

Para o querido Tio Sergio.


Por : Luna Colombini 




Nenhum comentário:

Postar um comentário